terça-feira, 28 de abril de 2020

Será que os sumos para desinchar e emagrecer funcionam?

Será que os sumos para desinchar e emagrecer funcionam?

Os sumos são uma maneira fácil de consumir muitos nutrientes sem ter de comer frutas e legumes inteiros. Muitas pessoas afirmam que é uma ferramenta útil para a perceber como emagrecer.

A tendência de beber sumos para emagrecer aumentou ao longo dos anos, mas a sua eficácia é controversa.

Sumos para desinchar: Mas o que é um sumo afinal de contas? 

O Sumo é o processo de extrair o líquido de frutas e legumes, removendo os sólidos. Isso pode ser feito manualmente ou com um espremedor.

O suco de frutas e vegetais não contém pele, sementes ou polpa. Contém alguns nutrientes e antioxidantes, mas sem a fibra benéfica de frutas e vegetais inteiros.

As pessoas usam o sumo como um método chamado de “DETOX”. No entanto, não há estudos científicos que mostrem que a substituição de alimentos sólidos por sumos desintoxique o organismo.

As pessoas também usam sumos como suplementos nutricionais e para perder peso. Mas, nenhuma dessas utilizações é apoiada por pesquisas.

Dietas de sumo ou Dieta Detox 

Existem vários tipos de dietas de sumo disponíveis. O tipo mais comum é um sumo rápido, em que as pessoas substituem suas refeições por frutas e vegetais espremidos.

O objetivo é perder peso abstendo-se de comida sólida, enquanto ainda se ingere uma quantidade significativa de nutrientes do sumo.

Geralmente, as dietas são muito baixas em calorias. Algumas pessoas fazem jejuns de sumo por apenas alguns dias, enquanto outras passam por elas por semanas a fio.

Infelizmente, a eficácia das dietas detox não está bem estudada. Mas, muitas pessoas afirmam que elas produzem perda de peso rápida. Ou seja, bebem sumos para desinchar e perder peso.

A ingestão de sumos pode reduzir significativamente a ingestão de calorias 

Alguns afirmam que para perder peso, deve manter-se um déficit calórico. Isso significa que se consome menos calorias do que queima.

A maioria das dietas de sumos não possui alimentos sólidos e consistem em cerca de 600 a 1.000 calorias por dia. Assim, é comum que muitas vezes levem à perda de peso, mas a curto prazo.

Quanto menos calorias consumires numa dieta com sumos, mais rapidamente perderás peso. No entanto, uma vez que a ingestão de calorias volte ao normal após a dieta detox, provavelmente vais recuperar o teu peso, se não o dobro.

Armadilhas de uma dieta detox para perda de peso 

Muitas pessoas lutam para se manter numa dieta detox para perda de peso. Porquê? Esses planos costumam ser fáceis de seguir, mas também lhe negam o prazer de comer.

E para muitas pessoas, esse desafio é muito difícil de manter por tempo suficiente para que a dieta funcione.

Negares-te a comer sólidos também pode aumentar o teu nível de stresse. O stresse relacionado à dieta pode fazer com que comas em excesso. Ou pior, comas compulsivamente e acabes por te sentir pior em relação ao teu corpo.

Mesmo que sejas capaz de controlar o nível de stresse e a experiência sensorial de comer não seja importante para ti, há outras razões pelas quais uma dieta detox para perda de peso pode não funcionar.

1 – Excesso de açúcar  

Dependendo de como o teu sumo for feito pode conter muito açúcar. Mesmo que não adiciones açúcar extra, a maioria dos frutos contém altos níveis de frutose.

Quando separas a frutose da fibra (encontrada na polpa da fruta), o açúcar é digerido muito rapidamente. Podes acabar por ficar com fome.

A par disso consumires muito açúcar pode aumentar o risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2 e obesidade.

2 – Dietas Detox e Saciedade 

Como as dietas de sumo para desinchar não possuem alimentos sólidos, podes sentir-te com mais fome do que o habitual.

Os alimentos sólidos dão mais saciedade porque contêm fibras e proteínas, que são nutrientes importantes. A fibra tem a capacidade de reduzir o apetite porque pode retardar o esvaziamento do estômago e aumentar o tempo de digestão.

3 – Fadiga e Fraqueza 

A fadiga e fraqueza são efeitos colaterais comuns quando se segue uma dieta detox.

Esses sintomas podem ocorrer devido ao baixo consumo de hidratos de complexos que essas dietas contêm

Sumos ajudam a perder peso? 

Não há nenhuma evidência científica que apoie a orientação do uso de sumos detox para a perda de peso. Com base em evidências, fica claro que as dietas com sumos podem levar à rápida perda de peso a curto prazo, especialmente quando a dieta é muito baixa em calorias.

Além disso, é difícil sustentar essas dietas restritivas de sumos para desinchar. A maioria das pessoas não adere a dietas muito baixas em calorias por muito tempo e acaba por recuperar o peso perdido e desenvolvendo a compulsão alimentar.

É melhor seguir um estilo de alimentação saudável, com baixa ingestão de hidratos de carbono para manteres o teu corpo a funcionar adequadamente e garantires um emagrecimento saudável e de longo prazo.

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terça-feira, 21 de abril de 2020

Será que o iogurte deve ou não fazer parte da tua alimentação?

O Iogurte é um alimento fermentado e rico em nutrientes, proteínas, cálcio e fósforo e rico em probióticos. Isto quer dizer que ajuda a manter a flora intestinal e poderá ser opção para refeições intermédias e para uma alimentação saudável.

Mas nem todos os iogurtes são iguais. Existe uma grande diversidade de iogurtes:

  • Naturais
  • Naturais açucarados
  • Light
  • Aromas
  • Sem lactose
  • Cremosos
  • Grego
  • Skry
  • Com frutas

Independentemente do tipo de iogurte que mais gostas, deves sempre optar pelo natural. Isso porque é aquele que tem menos açúcar e não contêm outros ingredientes adicionados, sendo por isso o melhor para o teu processo de emagrecimento.

Iogurte: Como escolher e quais os benefícios?

Ao escolheres o iogurte é importante veres em primeiro lugar os ingredientes que o constituem. E, tem em consideração que o primeiro ingrediente é o que está presente em maior quantidade.

Além disso, deves ter em atenção a quantidade de hidratos de carbono e escolheres aquele que tem menos quantidade e que não tenha açúcar nem adoçantes adicionados. E lembra-te: quanto mais reduzida for a lista de ingredientes, mais natural este será.

Além disso, tem em consideração que existem inúmeros benefícios da ingestão de iogurte no teu dia a dia. Os principais são:

  • Ajuda a promover a saciedade. Ingerir um iogurte entre refeições é menos provável que recorras a outros alimentos mais calóricos
  • Ao ser rico em probióticos, tem um papel fundamental na obesidade e acumulação de gordura e metabolismo, bem como a fortalecer o sistema imunológico
  • Ajuda a regular o trânsito intestinal

Deixo-te algumas opções para os teus pós-treinos (até 30 minutos depois do treino):

  • Iogurte natural com pedaços de fruta fresca
  • O iogurte com frutos vermelhos, banana e mel

Podes também levar para o teu trabalho snacks com iogurte, para não teres de pensar constantemente o que vais comer e depois recorreres ao que não é indicado para a tua perda de peso.

Para muitas pessoas as refeições principais até são fáceis. Mas, os lanches ou pequenos almoços torna-se mais difícil. Deixo-te também algumas opções de seguida.

  • Fruta e mel
  • Granola
  • Canela e cacau
  • Aveia e fruta

Receitas com iogurte: Conhece algumas

Muitas vezes pensamos no iogurte como um alimento chato e que não nos possibilita uma grande variedade de receitas. Contudo, não tem de ser assim. Vê algumas receitas de seguida.

1 – Iogurte gelado de framboesa  

Ingredientes 

  • 500 g framboesa congelada
  • 480 g iogurte grego

Preparação 

Num robot de cozinha colocar a framboesa e o iogurte e bater durante 20 segundos.

De seguida misturar durante 10 segundos; retirar e servir de seguida.

2 – Iogurte gelado de ananás e de morango 

Ingredientes 

  • Puré de fruta
  • 300 g ananás cortado em pedaços
  • 5 g hortelã
  • 300 g morangos cortados em pedaços
  • 5 g manjericão

Preparação 

Num robot de cozinha colocar o ananás, a hortelã e triturar. Retirar e distribuir por cuvetes de gelo. Levar ao congelador cerca de 8 horas até congelar.

Colocar no copo o morango, o manjericão e triturar 10 segundos. Retirar e distribuir por cuvetes de gelo. Levar ao congelador cerca de 8 horas até congelar.

Colocar o puré de ananás congelado e metade do iogurte congelado e triturar.

De seguida bater durante 10 segundos e distribuir por 8 copos.

Colocar o puré de morango congelado e a outra metade do iogurte congelado e triturar.

De seguida bater 10 segundos. Distribuir sobre o gelado de ananás e servir de seguida.

3 – Legumes no forno com molho de iogurte e azeite aromatizado 

Ingredientes 

  • Azeite
  • 1 malagueta verde cortada em pedaços
  • 20 g salsa
  • 1 pé de hortelã, só as folhas
  • 1 c. chá de cominhos em pó
  • 60 g azeite
  • Molho de iogurte
  • 1 dente de alho
  • 3 pés de hortelã, só as folhas
  • 150 g iogurte grego
  • 20 g sumo de limão ( ½ unid aprox.)
  • ½ c. chá de sal
  • 1 pitada de pimenta

Legumes 

  • 400 g curgete cortada em pedaços
  • 200 g beringela cortada em pedaços
  • 200 g pimento vermelho cortado em pedaços
  • 300 g tomate cortado em pedaços
  • 1 c. chá de sal
  • 1 pitada de pimenta
  • Azeite q.b. p/ temperar

Preparação 

Colocar num robot de cozinha todos os ingredientes e triture. Retirar e reservar.

Colocar no robot de cozinha o alho e a hortelã e picar. Adicionar o iogurte, 20 g de sumo de limão, o sal e a pimenta e envolver. Retirar e reservar

Pré-aquecer o forno a 250°C.

Temperar a curgete, a beringela, o pimento e o tomate, com o sal, pimenta e um fio de azeite, envolver bem e colocar num tabuleiro e levar ao forno a 250°C cerca de 20 minutos.

Retirar, deixar arrefecer cerca de 30 minutos, envolver com o molho de iogurte e no momento de servir regar com um fio do azeite aromatizado.

Como vês, o iogurte pode servir para melhorar as tuas refeições e inclusivamente para fazer gelados caseiros, impedindo que comas outras opções mais calóricas.

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terça-feira, 14 de abril de 2020

Queres emagrecer e estás a cometer estes erros?

Queres emagrecer e não sabes bem como? Hoje vou falar-te um bocadinho dos erros mais comuns de quem procura perder peso.

Numa escala de 0 a 10, quão saudável é a tua dieta? Esta é uma questão importante! Forneceres ao teu corpo a alimentação certa pode significar a diferença entre perder o peso que parecia impossível, evitar doenças, ganhar energia, sentires-te mais jovem ou…

Ver os quilos a aumentar, lutar contra a fadiga crónica e olhar ao espelho e realmente não gostares do que vês.

Se estás à procura de dar um impulso na tua saúde e mudar a maneira como o teu corpo está, é hora de olhares mais perto para a tua “dieta saudável”.

Queres emagrecer? Vê os erros que estás a cometer!

A maioria das pessoas não tem ideia do que realmente significa uma alimentação saudável. Mas não é culpa delas.

Há uma indústria multibilionária de saúde que depende da venda de novas ideias de alimentos e dietas da moda. E, contrariamente ao que pensas esta está cheia de contradições, desinformação e mentiras.

Basta olhares para o jornal ou revista da papelaria mais próxima e prestares atenção aos destaques. Aqui estão 3 que provavelmente já viste:

  • “Dieta inovadora da nutricionista X …”
  • “Novo treino de verão para ter o corpo dos seus sonhos”
  • “6 Super Alimentos que precisa começar a comer hoje”

Destaques como estes são difíceis de ignorar, especialmente para aqueles que realmente querem viver uma vida mais saudável. Procurar informações úteis é um passo importante.

Existem muitas pessoas que estão presas a uma dieta errada, e, portanto, a um corpo do qual não gostam. Isso ocorre essencialmente por três razões:

  • Sobrecarga de informações – Ficam sobrecarregadas com a quantidade de informação disponível e acabam por não fazer nada
  • Escolhas equivocadas – Seguem uma dieta ou comem segundo orientações que as estão a levar por um caminho errado, que nunca vai funcionar
  • Inconsistência alimentar – Saltam de uma sugestão de dieta para a outra, nunca se comprometem com um plano que realmente irá produzir resultados

7 erros alimentares ​​que deves evitar se queres perder peso

Eu quero ajudar-te a ter mais informação para que possas evitar as armadilhas da dieta. Estes são apenas alguns conselhos que te ajudarão a emagrecer de forma saudável.

Quantos destes erros estás a cometer?

1 – Comer muito 

O consumo excessivo de hidratos de carbono é uma das principais razões pelas quais um terço dos adultos na América tem excesso de peso.

2 – Comer muito pouco 

Algumas pessoas vão ao extremo oposto e fazem uma dieta excessivamente restrita.

Atenção! Aqueles argumentos que dizem para comeres 500 calorias a menos por dia para magicamente queimar gordura, são mentira. O teu corpo não é uma equação matemática.

Se comeres muito pouco, o teu corpo mudará para o modo “economia de energia”. O que significa que ele tentará economizar energia o máximo possível.

3 – Falta de macronutrientes 

Um dos principais problemas com a dieta padrão americana é o desequilíbrio dos macronutrientes.

Em geral a maior parte das pessoas, ingere hidratos de carbono em excesso. Porque na grande maioria das vezes são os alimentos mais baratos e convenientes.

Embora as recomendações de percentagem de macronutrientes possam variar de pessoa para pessoa, não há como negar que a maioria das pessoas é gravemente deficiente em fontes saudáveis ​​de proteína e gordura.

Uma dieta rica em hidratos de carbono cria desejos de comida, falta de energia e compulsão alimentar. Por isso, se queres emagrecer ingere macronutrientes saudáveis.

4 – Comer 6 pequenas refeições por dia 

Provavelmente já ouviste falar que comer 6 (ou mais!) pequenas refeições por dia mantém o teu metabolismo a funcionar, queima gordura, mantém-te satisfeita…

Pesquisas recentes mostraram que comer refeições menores e mais frequentes pode realmente fazer com que ganhes peso.

5 – Comer as mesmas refeições repetidas vezes 

Quando se trata de uma alimentação saudável, a variedade de alimentos é fundamental.

Ter uma alimentação variada faz três coisas muito importantes:

  • Primeiro assegura as tuas necessidades nutricionais
  • Segundo a variedade ajuda a reduzir a hipótese de desenvolver intolerâncias alimentares prejudiciais que podem destruir a tua digestão e levar ao armazenamento instantâneo de gordura
  • Terceira, vai deixar-te feliz, porque a alimentação é para ser desfrutada e ao variares os alimentos vai dar-te alegria

6 – Eliminar os maus Alimentos  

Eliminar os maus alimentos da tua dieta soa como um bom plano. Mas o que faz com que um alimento seja mau?

Nós concentramo-nos no que não estamos a comer. Eliminamos desesperadamente os açúcares, o sal, o glúten ou alguma outra substância alimentar diabólica. Mas não levamos em conta o que acontece depois.

Acompanha o meu raciocínio: pensa agora em qualquer coisa, menos num elefante branco. Qualquer coisa do Universo, menos num elefante branco. Eu tenho certeza que a tua mente procurou exatamente o fatídico elefante branco.

Imaginas-te de uma hora para a outra cortar todos os doces da tua dieta? Aqueles que comias todos os dias, que eram os teus companheiros nas horas mais difíceis, sem nenhuma preparação e sem nenhum cuidado. O que acreditas que vai acontecer? É fácil de imaginar.

Porque a privação é irmã da compulsão. Então precisas de ter muito cuidado para não caíres nas armadilhas se queres emagrecer!

7 – Comer muito rápido 

A tua hormona da “fome” e os recetores da saciedade no estômago são lentos a enviar um alerta para o teu cérebro quando estás cheia.

Se comeres muito rápido, vais comer muito mais do que precisas até que o teu cérebro perceba que chegou a hora de parar.

7 ações para combater os 7 erros alimentares 

Aqui estão alguns exemplos que podes escolher, dependendo de qual dos 7 erros tens cometido. Ou podes criar a tua própria ação:

  • Regista tudo o que comes e bebes durante 3 ou 4 dias para ver se estás a comer em excesso ou insuficientemente
  • Come um vegetal a mais em cada refeição
  • Experimenta um novo vegetal a cada semana nas próximas 4 semanas
  • Senta-te enquanto comes a cada refeição
  • Durante uma semana, vê como te sentes antes e depois de cada refeição
  • Come com menos distrações possíveis (ou seja, TV, computador, telefone, etc.) para que estejas consciente do quê e quanto estás realmente a comer
  • Compromete-te a não ter em casa um alimento altamente tentador. Isto é diferente de dizer que ele é proibido

Como vês, se queres emagrecer existem algumas escolhas que podes fazer, mas, a questão que se coloca é: vais fazê-las?

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terça-feira, 7 de abril de 2020

A importância de otimizar o processo para reduzir o peso

O sucesso da perda de peso a longo prazo depende de um combate vigilante contra a adaptação metabólica persistente que atua para contrapor os esforços para reduzir o peso.

Para se ter uma perda de peso sustentável, não é suficiente arranjares uma intervenção que te faça “QUEIMAR” muita gordura. Também não é sustentável teres uma dieta agressiva durante 4 semanas para perceberes como emagrecer.

Na verdade, será fundamental intervir no metabolismo de repouso e criar um quadro metabólico favorável para que consigas emagrecer de maneira sustentável.

Muitas vezes essas intervenções são agressivas para o corpo e para a mente. A pessoa passa fome e “mata-se” a fazer exercício físico e não emagrece. E, o pior é que todas as pessoas que estão de fora, acham que a culpa é dela.

Quanto mais instável psicologicamente estiveres mais difícil será a tua predisposição em adotar hábitos saudáveis.

Reduzir o peso: Os pontos mais importantes a considerar

Num estudo realizado em 2017, fizeram questionários de análises de padrões alimentares em crianças e adolescentes.

Os mesmos permitiram perceber que valores de depressão e ansiedade estavam associados à ingestão de alimentos açucarados, processados, fast food e uma menor ingestão de legumes e fruta.

Chegamos ao ponto de colocar na cabeça das pessoas que são fracas se comerem um chocolate e são heróicas se levarem uma marmita com brócolos.

Assim sendo, de que maneira é que o exercício físico pode ajudar-te a reduzir peso de forma sustentável? Um estudo comprovou que:

  • Quem pratica musculação terá menos gordura na parede abdominal
  • Existem pessoas que treinam musculação a vida toda e têm baixos níveis de força
  • Ter força pode estar associado a ter pouca gordura corporal
  • Quem treina com intensidade gera força e gera alterações metabólicas, essas alterações podem fazer com que se gaste mais energia em repouso. Ou seja, a pessoa saía do modo “económico” e entre no modo “gastador”
  • A musculação aumenta o metabolismo e faz com que se use mais gordura e isso depende da intensidade

Portanto se tudo depende da intensidade não será necessário ficares 1h no ginásio.

Atenção que a musculação não emagrece enquanto treinas. O que acontece é que ela emagrece pelo que acontece depois do treino. Ou seja, ao construir o músculo estás a aumentar o metabolismo.

Não precisas de estar 2 horas na passadeira

A intervenção que será necessária para que saias do modo económico é uma intervenção anabólica. E o que é isso?

Por exemplo: uma pessoa a correr na passadeira durante 2h vai ter um gasto energético alto. O que é que o corpo entende? “Esta pessoa precisa de ser económica, ela desloca-se durante muito tempo e ingere pouco alimento.”

Já outra pessoa opta por fazer sprints. E o que é que o corpo entende? “Ela precisa de ser veloz. O motor veloz não é económico é gastador.”

Será que seria possível mudar o meu metabolismo de acordo com o padrão de uso para que possa ser “gastador” ou “económico”?

Diversas análises de atletas sugerem que atletas de endurance são mais económicos para que tenham um menor gasto energético em repouso.

Uma sugestão que deixo para quem quer emagrecer são os protocolos HITT – Treino Intervalado de Alta Intensidade. Mas para poderes alterar o metabolismo este tipo de treino tem de ser exaustivo. Só assim consegues eficazmente reduzir o peso.

Deixo-te alguns pontos resumo destes 5 últimos artigos publicados no blog.

  • Restrições severas não promovem um emagrecimento sustentável
  • A procura por estratégias radicais tem levado a comportamentos perigosos e ineficientes
  • O equilíbrio deve começar com mudanças de atitude
  • Dentro do exercício físico deve procurar-se o controlo da adaptação metabólica por meio de treinos intensos. A intensidade é algo que é individual.

Agora que já sabes como reduzir o peso e ser uma pessoa mais saudável, está na hora de começares a treinar de forma mais eficiente. Se tiveres alguma dúvida, fala comigo.

 

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terça-feira, 31 de março de 2020

A tendência errada de fazer dieta

Como sabes existem cada vez mais pessoas a fazer dieta. Mas, será que têm resultados? O que os estudos indicam é que a obesidade e excesso de peso aumentaram.

Da mesma forma que existem estratégias que indicam que as pessoas devem fazer exercício físico, também existem estratégias que indicam que as pessoas devem fazer dieta. Ou seja, comer menos… Mas, isso não está a funcionar no processo de emagrecimento.

A abordagem simplista: fechar a boca e fazer exercício físico não dá resultado nos dias de hoje. Isso porque o metabolismo também se pode adaptar à comida que a pessoa ingere.

Uma pessoa pode:

  • Comer pouco e engordar
  • Alimentar-se pouco e não emagrecer
  • Comer muito e não engordar – os chamados “falsos magros”

Quantas pessoas conheces assim?

O metabolismo dos chamados “falsos magros” é extremamente acelerado. Ou seja, estas pessoas precisam de muito mais energia apenas para se manterem vivas.

Portanto, se elas precisam de mais energia, torna-se também mais difícil superar essa quantidade de energia, e consequentemente, engordar.

Como existem pessoas que fazem dieta e exercício físico e nada acontece, não conseguem emagrecer. Há pessoas que se adaptam metabolicamente, mesmo passando fome engordam.

Fazer dieta: Um estudo sobre o metabolismo

Um estudo de 2015 fez uma análise a este tema. Juntaram um grupo de pessoas obesas e trancaram essas pessoas numa sala de análise de metabolismo. E, durante 24h analisaram o metabolismo de repouso das pessoas que se comportavam em dois diferentes padrões de alimentação.

O primeiro foi o jejum completo. As pessoas ficaram trancadas 24h sem comer nada e avaliaram se o metabolismo de repouso subia, baixava ou se mantinha.

O segundo fizeram o contrário. As pessoas ficaram trancadas 24h mas foi-lhes dado o dobro da comida do que essas pessoas precisavam.

Então o que se queria saber era, se comessem mais o que acontecia com o seu metabolismo. Ou seja, queria saber-se se as pessoas iriam reagir metabolicamente a comer pouco ou muito.

Os resultados foram:

  • Quando deixaram as pessoas em jejum percebeu-se que algumas pessoas não baixavam muito o metabolismo, enquanto outras tinham uma queda grande no metabolismo
  • As pessoas que baixaram pouco o metabolismo quando fizeram jejum foram chamadas de “gastadores”. Quando essas pessoas começavam a comer mais o metabolismo subia. Quando a pessoa come muito o metabolismo sobe e gasta o excesso e quando a pessoa come pouco e o metabolismo não desce então ela perde as suas reservas
  • O fenómeno oposto com as chamadas pessoas “económicas”, quando comem pouco o metabolismo desce abruptamente para preservar as reservas. Só que quando estas pessoas comem muito o metabolismo não sobe, então elas armazenam.
  • Depois de ser feita esta análise foi dada uma dieta para estas pessoas e perceberam que só emagrecia quem era “gastador”

Então quando uma pessoa faz dieta o seu metabolismo é especialmente baixo e a pessoa não emagrece.

E, contra factos não há argumentos

Se analisarmos as evidências anteriores as pessoas obesas são pessoas de metabolismo baixo em geral e grande parte delas são naturalmente “económicas”. Sujeitar estas pessoas a passar fome pode não funcionar e é por isso que muitas se sentem frustradas.

Este estudo explica bem dois fenómenos bem conhecidos:

  • Por um lado, explica aquela pessoa obesa que come pouco e não emagrece e muitos achavam e esta é mentirosa e “ataca” o frigorífico.
  • Por outro lado, aquela pessoa que come muito e nunca engorda, que parece que tem alguma coisa dentro dela, na verdade é uma pessoa gastadora.

Em termos evolutivos uma pessoa económica ia dar-se muito bem quando era nómada. Atualmente quem se dá melhor é quem é gastador porque come e dificilmente engorda.

Então parece que o nosso metabolismo pode sabotar a nossa perda de peso. Como vês, fazer dieta não significa necessariamente que consigas perder peso.

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terça-feira, 24 de março de 2020

Qual a probabilidade de sucesso ao seguir a dieta tradicional?

Qual é a possibilidade de sucesso que uma pessoa tem em perder peso seguindo as estratégias atuais?

A melhor forma de responder a esta questão é o estudo de Fildes et al. de 2015. Foi feita uma análise ao sistema de saúde britânica e essa análise envolveu 76.074 homens e 99.791 mulheres.

Estas pessoas foram acompanhadas durante 9 anos em tentativas de perder peso no sistema de saúde britânico. O que é importante neste estudo é: o que é que se considera emagrecimento.

O que se considera como mínimo para uma pessoa emagrecer de forma a melhorar a saúde seria ter uma perda de 5% do seu peso inicial. Atenção que esta pessoa não se vai tornar magra.

Por ex: uma pessoa que pese 150kg – 5% desse peso é perder 7,5kg, então esta pessoa deixa de ter 150kg para ter 142,5kg. Isso é o mínimo para a pessoa ter uma melhoria na saúde.

Então qual é a possibilidade de uma pessoa perder 5% do seu peso num ano?

De acordo com o estudo, em cada 12 pessoas apenas 1 perdeu 5% do peso num ano. Mas esta não é a pior parte. A pior parte é que metade delas vão recuperar esse peso no ano seguinte.

Então se a pessoa não está a conseguir perder 5% do peso o que estará a acontecer? Se as estratégias convencionais não estão a resultar porque continuamos a insistir?

Sucesso: Porque não estamos a conseguir emagrecer?

As pessoas não estão a emagrecer! Cada vez mais se ouve mais notícias sobre o facto de as pessoas estrem cada vez mais obesas.

É comum pensar que emagrecer é apenas uma questão de balanço energético. É saber quanto se gasta e quanto se consome e mexer num dos lados da balança. Ou seja, quantas calorias ingere e depois faz-se uma estimativa de quantas gasta. Existem diversos estudos que falam desta aplicação.

Para perder 1kg de gordura é preciso gerar um défice de 7.720 kcal.

Será que emagrecer é assim tão simples? Será que basta a pessoa fazer exercício físico para gerar um défice calórico?

Uma das estratégias é mexer no metabolismo.

Quando fazemos um treino intervalado, por exemplo um sprint, estamos a “destruir” as reservas de glicogénio. Mas, quando vamos para casa e nos alimentamos e descansamos, fazemos a super compensação.

Durante muito tempo acreditou-se que o método metabólico era fundamental para “queimar” gordura. Então fazia-se atividade física de longa duração e intensidade moderada para “queimar” gordura.

O que é que estava a acontecer com as reservas de gordura quando a pessoa estava a fazer exercício físico?

Estava a “queimar”, mas quando ia para casa e restabelecia, voltava ao padrão normal.

Não quero dizer que o exercício físico engorda. Mas o corpo reage ao que se faz, e uma forma de reagir é super compensar o tecido que está a usar.

O corpo reage aos nós fazemos. Seja isso exercício físico ou alimentação. E isso em conjunto é que sabota o sucesso na perda de peso.

A importância de não desistir para alcançar o sucesso

Por exemplo pessoas que vão fazer um programa de exercício físico até têm resultados animadores no início. Contudo, após algum tempo o nosso corpo começa a reagir de maneira diferente.

Parece que depois de algum tempo o corpo entende que a pessoa se vai manter naquele estado “não favorável” e o corpo percebe.

É como se ele dissesse: “ok, eu tenho de adotar medidas para sobreviver e pode ser através do metabolismo de repouso ou vou passar a armazenar mais energia através da gordura.”

O que quero explicar é que não é o exercício físico que te vai fazer engordar. Mas dependendo de como fazes exercício físico o teu corpo parece adotar medidas para preservar as reservas energéticas.

Assim, se queres ter sucesso neste processo não podes deixar que o teu corpo te continue a sabotar.

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terça-feira, 17 de março de 2020

E se aumentarmos o nosso gasto energético, será que perdemos peso?

O nosso gasto energético foi diminuído e regrediu mais de 4 milhões de anos. De um momento para o outro passámos a gastar menos energia do que a quantidade que geneticamente teríamos de gastar.

Antigamente, precisávamos de caçar (correr atrás das presas) para nos alimentarmos, ou subir a uma árvore para apanhar um fruto. Isso levou a que a nossa saúde ficasse em risco, sendo muito mais comum as pessoas engordarem do que conseguirem dar seguimento ao processo de emagrecimento.

Hoje, é totalmente diferente. Para nos alimentarmos só precisamos de ir às compras ao supermercado ou ligar para uma empresa de entrega de comida ao domicílio ou abrir o frigorífico.

Gasto energético: Evoluímos no sentido contrário

Antigamente éramos fisicamente muito mais ativos. Era necessário caçar ou coletar e também não existiam carros, elevadores ou qualquer outro tipo de ajuda às rotinas.

Então, além da oferta de alimentos hoje ser muito maior (tanto em volume de alimentos como em quantidade de calorias), hoje gastamos muito menos energia. Isso porque:

  • Vamos de carro para o trabalho
  • O vidro do carro é elétrico
  • Subimos de elevador em vez de usarmos as escadas
  • Fazemos tudo ao computador
  • Aquecemos a comida no micro-ondas
  • Mudamos de canal do TV sem nos mexermos

Este cenário é responsável pela atual epidemia de obesidade que ocorre no mundo.

Se avaliarmos o que mais predomina no nosso gasto calórico total, fazendo uma comparação da participação do gasto energético em repouso com a participação do gasto energético em atividade física, verificamos que:

  • Australopitecos gastavam a maior parte da energia em repouso (63%) e uma pequena parte em movimento (37%)
  • Nómada moderno gasta uma pequena parte da energia em repouso (46,6%) e uma grande parte em movimento (53,4%)

Com a evolução passámos a depender cada vez mais da atividade física para gastar energia.

O que acontece com o homem de hoje é que esta relação está invertida comparativamente há 4 milhões de anos. Atualmente a pessoa comum gasta 72,8% da energia em repouso e 27,2% da energia em atividade física.

Agora podes estar a pensar: “Ah então é muito simples. Basta fazer o que o homem antigo fazia, ou então voltar ao mesmo padrão de atividade física.”

Só que existe um problema, para gastar a mesma quantidade de energia seria necessário fazer 3 a 4 horas de exercício físico por dia. E a minha pergunta é: qual é o principal motivo para as pessoas não fazerem atividade física atualmente? FALTA DE TEMPO.

Será que não seria necessário modificar o nosso metabolismo de repouso para aumentar o gasto energético? 

O problema é que o nosso corpo não foi feito para viver da forma como vivemos hoje. A nossa evolução levou-nos a ser fisicamente mais ativos e a aprender a poupar energia.

Mas de um momento para o outro começámos a ser cada vez mais sedentários. Então para o nosso corpo é como se vivêssemos num período transitório de abundância.

Assim vivemos num período de abundância que o nosso corpo não foi criado para ter de forma permanente. E, o principal problema é que o corpo está sempre a armazenar.

Esta situação começou a tornar-se mais comum quando deixámos de ser nómadas. E, com o desenvolvimento da tecnologia está a tornar-se cada vez mais evidente.

Entre 2001 a 2010 existiu um aumento de 40% de pessoas com IMC acima de 30 (estudo percentual nos EUA).

Agora este não é o problema maior. Existem pessoas com um nível de obesidade extremamente preocupante, é o que acontece com pessoas com IMC acima de 50. Em 10 anos duplicou o número de pessoas com IMC acima de 50.

Cada vez estamos a promover alterações ambientais severas e isso reflete-se na acumulação de gordura.

Assim, será que sabemos mesmo como aumentar o nosso gasto energético para deixamos de ganhar peso tão rapidamente?

Continua por aí que no próximo artigo irei falar-te sobre isso.

O conteúdo E se aumentarmos o nosso gasto energético, será que perdemos peso? aparece primeiro em Sara Prisal . Personal Trainer - Descubra como emagrecer.